Mulher compra passagem para Paris e viaja para Califórnia após erro da United Airlines


Uma mulher foi colocada no voo errado e foi parar em São Francisco, na Califórnia, quando deveria chegar em Paris, na França. O erro aconteceu após a equipe da companhia aérea United Aitlines não checar a passagem de embarque de Lucie Bahetoukilae, no aeroporto de Newark, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

Ao entrar no avião, a mulher, que só fala francês, ainda chamou um dos comissários de bordo para verificar a passagem, pois havia uma pessoa sentada no assento marcado em seu bilhete. Mas, nem assim, o erro foi percebido e Lucie foi acomodada em outra poltrona no voo.

A United Airlines iniciou um procedimento interno para apurar o ocorrido. Segundo Lucie, ela não sabia que a companhia aérea havia mudado o número do portão de embarque e que nenhum anúncio foi feito em francês, segundo informações da ‘ABC’. Em entrevista ao canal, a sobrinha de Lucie, Diane Miantsoko, disse: ‘Se eles tivessem feito o anúncio em francês, ela teria se dirigido aos portões’.

Depois de viajar 3.000 milhas na direção errada, Lucie ainda teve que esperar 11 horas em São Francisco antes de ser colocada em um vôo que iria levá-la para a França. Para a sobrinha dela, a falta de atenção da empresa é perigosa. “Eles não prestaram atenção. Minha tia poderia ser qualquer um. Ela poderia ter sido um terrorista e matado pessoas naquela fuga, e eles não saberiam porque não a pegaram”, disse.

A United Airlines concedeu à Lucie um reembolso – embora ela não tivesse pedido um – e lhe deu um voucher para outra viagem. A empresa disse que está tomando medidas para garantir que isso não aconteça novamente.

O constrangimento com Lucie aconteceu semanas depois de imagens do passageiro David Dao sendo arrastado de um avião em Chicago ter chocado todo o mundo. O presidente-executivo do United, Oscar Muñoz, classificou o evento como um “erro de proporções épicas”. Em 19 de abril, a empresa teve ainda publicidade negativa após a morte de um coelho gigante, chamado Simon, na cabine de espera de um vôo de Londres. Foi forçado a pagar uma quantia de cinco dígitos em compensação após a morte do animal.

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